Geração 'Kiss kids' é impedida de ir aos shows da banda no Brasil
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Fãs com menos de 10 anos lamentam não ter idade para ver os ídolos. Influenciados por pais e Guitar Hero, crianças têm brinquedos do grupo.
Eles têm menos de 10 anos - exatamente o tempo que o Kiss não lança um ábum de inéditas. Mas isso não impediu que a banda americana, com shows marcados no Brasil esta semana, roubasse no coração da criançada o lugar que teoricamente deveria ser ocupado pela bochechuda Hannah Montana ou pelos comportadinhos Jonas Brothers.
A maquiagem exagerada e o gesto malcriado de mostrar a língua, aliado a influência dos pais e a trilha do game musical Guitar Hero são os fatores responsáveis pela formação da geração "Kiss kids". O termo, aliás, serve para identificar a seção dedicada aos pequenos fãs no site oficial do grupo.
"O show do Kiss parece uma festa! Como se fosse um circo com palhaços, fogos de artifício, malabaristas...", compara o carioca Victor Rocha Carvalho, de 10 anos. O garoto se tornou um "Kiss kid" por influência do pai, que lhe mostrou vários DVDs com performances da banda.
Victor cita entre as músicas favoritas "Rock an roll all nite" e "Room service" - ambas do disco "Dressed to kill", lançado em 1975. "Coleciono camisetas, bandanas, munhequeiras, bonequinhos... Até botas do Kiss eu tenho!", diz o garoto. "Meus amigos gostam de fantasia de super-herói. Eu prefiro me fantasiar de Gene Simmons".
O amor por "super-Gene & cia" já foi transferido para o caçula da família, Matheus, de 8. "Estou com o coração partido de não poder levá-los ao show", lamenta a mãe dos meninos, a universitária Denise Correa Rocha. "Acho um absurdo destruir o sonho de uma criança desse jeito".
A organização dos shows - que acontecem na terça (7), na Arena Anhembi, em São Paulo, e na quarta (8), na Apoteose, no Rio - permite apenas a entrada de crianças com 12 e 13 anos acompanhadas pelos pais ou responsáveis, e maiores de 14 anos, desacompanhados.
"Por que um menino de 12 anos pode entrar com os pais e um de 10 não pode?", questiona o pai de Victor e Matheus, o professor Luciano Carvalho. "Escrevi uma carta no site oficial do Kiss relantando esse absurdo".

Inglês e guitarra
O mesmo tipo de reclamação faz a advogada carioca Patrícia Nascif Elhader, mãe de Victoria, de 10. "O Kiss é uma ótima influência na vida da minha filha. Ela aprendeu inglês traduzindo as músicas e se interessou em fazer aulas de guitarra só por causa da banda", diz. "Tenho autorização do Juizado de Menores, vou levá-la sim ao show. E na área VIP!", promete a mãezona.
"Faço aniversário este mês. Não tem presente que eu mais quero do que ir ao show", revela Victória. "Sou fã do Kiss por causa do meu pai e fanática por causa do Guitar Hero. Em 'Rock and roll all nite' sou fera, venço todo mundo!", brinca, espirituosa.
Outro pai de "Kiss kid", é o paulista Marcelo Antonio Peixoto. Coordenador de almoxarifado, ele já teve uma banda cover que fazia pequenas apresentações com playback dos hits do Kiss. O suficiente para conquistar o coração da filha, Vitória, de 7.
"Ela gosta de Hannah Montana, High School Musical e todas essas coisas que a criançada curte", diz Marcelo. "Mas desconfio que é só para não ficar de fora com o papo da turminha. Os olhos dela brilham mesmo é pelo Kiss", suspeita o pai-fã.
G1
www.g1.com.br
Eles têm menos de 10 anos - exatamente o tempo que o Kiss não lança um ábum de inéditas. Mas isso não impediu que a banda americana, com shows marcados no Brasil esta semana, roubasse no coração da criançada o lugar que teoricamente deveria ser ocupado pela bochechuda Hannah Montana ou pelos comportadinhos Jonas Brothers.

"O show do Kiss parece uma festa! Como se fosse um circo com palhaços, fogos de artifício, malabaristas...", compara o carioca Victor Rocha Carvalho, de 10 anos. O garoto se tornou um "Kiss kid" por influência do pai, que lhe mostrou vários DVDs com performances da banda.
Victor cita entre as músicas favoritas "Rock an roll all nite" e "Room service" - ambas do disco "Dressed to kill", lançado em 1975. "Coleciono camisetas, bandanas, munhequeiras, bonequinhos... Até botas do Kiss eu tenho!", diz o garoto. "Meus amigos gostam de fantasia de super-herói. Eu prefiro me fantasiar de Gene Simmons".
O amor por "super-Gene & cia" já foi transferido para o caçula da família, Matheus, de 8. "Estou com o coração partido de não poder levá-los ao show", lamenta a mãe dos meninos, a universitária Denise Correa Rocha. "Acho um absurdo destruir o sonho de uma criança desse jeito".
A organização dos shows - que acontecem na terça (7), na Arena Anhembi, em São Paulo, e na quarta (8), na Apoteose, no Rio - permite apenas a entrada de crianças com 12 e 13 anos acompanhadas pelos pais ou responsáveis, e maiores de 14 anos, desacompanhados.
"Por que um menino de 12 anos pode entrar com os pais e um de 10 não pode?", questiona o pai de Victor e Matheus, o professor Luciano Carvalho. "Escrevi uma carta no site oficial do Kiss relantando esse absurdo".

Inglês e guitarra
O mesmo tipo de reclamação faz a advogada carioca Patrícia Nascif Elhader, mãe de Victoria, de 10. "O Kiss é uma ótima influência na vida da minha filha. Ela aprendeu inglês traduzindo as músicas e se interessou em fazer aulas de guitarra só por causa da banda", diz. "Tenho autorização do Juizado de Menores, vou levá-la sim ao show. E na área VIP!", promete a mãezona.
"Faço aniversário este mês. Não tem presente que eu mais quero do que ir ao show", revela Victória. "Sou fã do Kiss por causa do meu pai e fanática por causa do Guitar Hero. Em 'Rock and roll all nite' sou fera, venço todo mundo!", brinca, espirituosa.
Outro pai de "Kiss kid", é o paulista Marcelo Antonio Peixoto. Coordenador de almoxarifado, ele já teve uma banda cover que fazia pequenas apresentações com playback dos hits do Kiss. O suficiente para conquistar o coração da filha, Vitória, de 7.
"Ela gosta de Hannah Montana, High School Musical e todas essas coisas que a criançada curte", diz Marcelo. "Mas desconfio que é só para não ficar de fora com o papo da turminha. Os olhos dela brilham mesmo é pelo Kiss", suspeita o pai-fã.
G1
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