Vaticano rompe silêncio em relação a 'Anjos e Demônios'

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O sucesso de livros e filmes como "O Código Da Vinci" e "Anjos e Demônios" deveria fazer a Igreja Católica repensar a maneira como emprega a mídia para se apresentar, disse na quarta-feira o jornal do Vaticano.

O L'Osservatore Romano publicou dois editoriais sobre a première de "Anjos e Demônios" em Roma na segunda-feira passada, pondo fim a um silêncio institucional oficial em relação ao filme.

Os editoriais não criticaram nem elogiaram o filme, mas ofereceram um misto de comentários positivos e negativos.

Um dos editoriais tachou o filme de "efêmero", mas também admitiu que ele "prende a atenção" e chamou o trabalho de câmera de "esplêndido". Disse que o filme é "pretensioso", mas que a direção de Ron Howard é "dinâmica e atraente".

Um dos editoriais, intitulado "O Segredo de seu Sucesso", diz que a Igreja deveria se perguntar por que uma visão "simplista e parcial" dela, conforme mostrada nas obras de Dan Brown, encontra tanto eco, mesmo entre católicos.

"Seria provavelmente um exagero considerar os livros de Dan Brown um sinal de alarme, mas talvez eles devam ser um estímulo para que se repense e renove a maneira como a Igreja emprega a mídia para explicar suas posições sobre as questões mais candentes do momento", diz o editorial.

Em "Anjos e Demônios", o simbologista Robert Langdon retorna à tela grande para tentar ajudar o Vaticano a resgatar cardeais sequestrados que estão sendo assassinados de hora em hora.

Para desativar uma bomba-relógio, ele tem que encontrar e decifrar pistas ligadas a uma sociedade secreta secular chamada Illuminati.

Diferentemente do que fez no caso de "O Código Da Vinci", o Vaticano manteve silêncio oficial antes do lançamento de "Anjos e Demônios", talvez porque sua condenação de "Código Da Vinci" proporcionou ao filme uma quantidade incalculável de publicidade gratuita que acabou por favorecer suas bilheterias.

"O Código Da Vinci" desagradou ao Vaticano e a alguns católicos devido a sua trama, segundo a qual Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido filhos, dando origem a descendentes cuja existência a Igreja teria mantido em segredo durante séculos.

Ron Howard acusou o Vaticano de tentar opor obstáculos às filmagens em Roma de "Anjos e Demônios". Foi preciso recriar cenas do Vaticano e de algumas igrejas de Roma em Los Angeles.

O Vaticano pensando que ainda tem poder sobre a opinião pública.

Estadão

'Homem-Aranha 4' pode ser lançado em versão 3D

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Superprodução tem estreia prevista para maio de 2011. Tobey Maguire vai encarnar Peter Parker novamente.


O quarto filme da série "Homem-Aranha" pode chegar aos cinemas em versão 3D digital, de acordo com informações divulgadas pela Sony Pictures nesta quarta-feira (29).

De acordo com o comunicado, os executivos do estúdio discutem a possibilidade de realizar a superprodução utilizando essa tecnologia, que vem conquistando cada vez mais cineastas em Hollywood. Recentemente, diretores como Steven Spielberg, George Lucas, Peter Jackson e James Cameron anunciaram projetos que exploram o 3D digital.

“As pessoas estão pagando mais para ver filmes em 3D, e esse é um detalhe importante", diz Michael Lynton, dirigente da Sony.

"Homem-Aranha 4" tem estreia mundial prevista para 6 de maio de 2011 e vai trazer Tobey Maguire e Kirsten Dunst novamente no elenco principal. Sob direção de Sam Raimi, o longa-metragem deve começar a ser filmado em 2010. O estúdio não divulgou informações sobre a trama do filme.

Desde o lançamento do primeiro filme, em 2002, a série "Homem-Aranha" já faturou cerca de US$ 2,5 bilhões em bilheterias no mundo inteiro.

G1
www.g1.com.br

A origem de Wolverine

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Idolatrado pelos fãs, o bad boy dos quadrinhos e coadjuvante da trilogia X-men conquista agora o papel de protagonista no novo filme da série

Acima, o ator Ryan Reynolds (Deadpool), Taylor Kitsch (Gambit), Liev Schreiber (Victor) e a musa do herói, Kayla Silverfox (Lynn Collins)

O super-herói mais mal-humorado da história dos quadrinhos foi definitivamente alçado ao estrelato no novo filme X-men origens: Wolverine, de Gavin Hood, que estreia no Brasil na quinta-feira 30. Ao debutar no papel de protagonista das telas numa produção de Hollywood, o tipo feioso, baixinho e mal-encarado que fez sua primeira aparição num gibi de O incrível Hulk, em 1974, se transformou num bad boy inflado por anabolizantes e indestrutível.

Dos antigos tempos permanecem o gênio atormentado, o jeito marrento e o homem solitário, interpretado por Hugh Jackman, que também o encarnou nos outros três filmes dos poderosos X-men, lançados nesta década - a diferença é que o ator agora exibe 20 quilos a mais de puro músculo. Os X-men não são muito simpáticos.

Claramente antissociais e mutantes, possuem poderes extraordinários e foram criados pelo cartunista Stan Lee há mais de 40 anos. Wolverine surgiu em outro contexto, foi criado pelo desenhista Len Wein e só na década de 80 incorporado aos X-men, quase como um forasteiro.

Esse fora da lei conquistou tamanha popularidade que o novo filme, a aposta da Fox para o verão nos EUA, tem como tema o esclarecimento dos mistérios que cercam a origem de Wolverine. Personagem que a conceituada revista Wizard classificou como número 1 entre os 200 quadrinhos selecionados em todo o mundo. O enredo volta ao éculo XIX, quando o herói canadense ainda era o garoto James Howlett, e revela a tragédia familiar que o levou a descobrir que o homem que o criou não era seu pai e que de suas mãos se projetavam garras longas e afiadas, animalescas.

É com elas que ele mata, sem saber, o seu verdadeiro genitor e fica sabendo que o seu amigo de infância, Victor, possuidor das mesmas garras, é seu irmão. Assim, o garoto Howlett se transforma em Logan e foge de casa ao lado do irmão. Por natureza, cada ano de vida dos irmãos equivale a 100 anos dos seres humanos normais.


MUTANTE O tipo feioso, baixinho e mal-encarado que fez sua primeira aparição num gibi de O incrível Hulk, em 1974, se transformou num bad boy galã e inflado por anabolizantes

Extremamente fortes, eles lutam juntos na Guerra Civil americana, nos dois conflitos mundiais e na guerra do Vietnã até serem convidados a integrar a Equipe X, uma espécie de divisão militar camuflada que reúne seres mutantes.

Nesse grupo estão outros velhos conhecidos dos fãs dos quadrinhos, como Deadpool, Blob, o mutante obeso, Bradley, um exímio manipulador de eletricidade, além dos irmãos Logan e Victor, esse chamado de Dentes-de-Sabre, e John Wraith, interpretado por Willi.a.m, que vem a ser o vocalista da banda Black Eyed Peas. O grupo é capitaneado pelo militar William Stryker, que aqui aparece mais jovem e é interpretado por Danny Huston (o veterano Brian Cox fez o papel em X-Men 2).

Juntos, eles são contratados para missões violentas, muitas eticamente condenáveis. E é justamente por razões éticas que Logan decide abandonar a equipe e parte só. Ele começa uma nova vida nas Montanhas Rochosas, no Canadá, onde trabalha como lenhador e vive com a professora Kayla Silverfox (Lynn Collins), tentando esquecer seus poderes e quem verdadeiramente é. Mas o irmão Victor não aceita sua decisão assim tão facilmente - e mata a mulher de Logan.

É nesse ponto que o filme explica como Logan se tornou o invencível Wolverine. Volta à cena o militar Stryker, que faz a Logan uma proposta para derrotar Victor: revestir o seu esqueleto de uma fictícia liga metálica chamada adamantium que é impenetrável e indestrutível. "Para vencê-lo terá de abraçar o seu outro lado. Torne-se o animal", diz o militar.

Logan então se submete a um miraculoso procedimento de engenharia genética e se transforma no herói Wolverine que hoje se conhece. Em sua vingança contra o irmão ele tem a ajuda de um personagem dos X-men que até então não tinha aparecido em nenhum filme: Gambit (interpretado pelo ator Taylor Kitsch) é um mutante camarada, hábil jogador de cartas e capaz de transformá-las em bombas devastadoras num piscar de olhos, literalmente.

É com ele que Wolverine contracena nos últimos momentos do filme. Gambit o chama para embarcarem no avião e partirem logo, antes que a polícia ou os inimigos apareçam. Amargurado, Wolverine se nega e diz algo como: "Não irei. Vou seguir pelo meu próprio caminho." Essa última fala, antes de subirem os letreiros, soa como uma promessa de que outros Wolverines devem vir por aí.

Como ser um metaleiro true

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Venha bater cabeça e homenagear o Rock com a gente:

- Top 5: Solos de guitarra: Bulululu éééééonnnn nhéon nhéon nhéon (isso é uma onomatopéia de um solo).
- Top 5: Bandas fofas: O Cyrino escolhe os ursinhos de pelúcia do Rock. Hum, isso saiu meio esquisito...
- O Rock e a Sociedade do Espetáculo: Uma reflexão sobre a história do Rock e uma crítica ao Heavy Metal.


Atenção: O texto abaixo é humorístico. Se você realmente for true, você não pode rir! Portanto, não leia e deixe apenas um comentário xingando e dizendo que ninguém achou graça. Depois clique aqui para ler a resenha de um DVD do Manowar enquanto imagina os membros da banda de cueca.

O amigo delfonauta quer ser um metaleiro true radical from hell, mas não sabe como proceder? Nada tema! Com o guia abaixo, você vai aprender exatamente como se comportar em qualquer situação social para incomodar o máximo de pessoas possível e garantir que todo mundo ria pelas suas costas.

VISUAL:

Masculino:

1 – Vista-se totalmente (e apenas) de preto.

2 - Use coturnos, sempre que possível.

3 - Artigos de couro são sempre bem-vindos para incrementar a indumentária, mesmo que seja uma calça sem fundilhos. Neste caso, deve-se usar uma sunga colorida, para combinar de forma fashion from hell.

4 - Perfumes e desodorantes são para os fracos! Um verdadeiro apreciador do Rock Pauleira tem que ter o cheiro da floresta ou de calabouços medievais!

5 – Deixe o cabelo crescer. Isso é imperativo, mesmo que o seu cabelo pareça com o de um poodle. Olha o Steve Harris! Ele tem cabelo de poodle e nunca nem sequer mudou de penteado. Ele é true e você paga pau para ele!

6 - Tatue em algum lugar do seu corpo pelo menos um dos seguintes personagens: Conan, Thor, Eddie, Odin, He-Man. O Conan pode ser substituído pelo guerreiro genérico de qualquer uma das capas do Manowar. E para você, nenhum desses são personagens, mas arquétipos de comportamento a serem seguidos.

7 – Quando você se tornar realmente true, vai ganhar o direito de se depilar, se besuntar com óleo e sair por aí só de cueca (de couro) e com uma espada inversamente proporcional ao tamanho do seu instrumento lusitano de pouco uso.

8 – Até isso acontecer, saia por aí com uma camiseta preta e os dizeres “fuck you, I’m from hell!”. Na sua cabeça, isso vai chocar a sociedade e mostrar que você não se importa com os outros. Na vida real, a única pessoa chocada será a sua mãe e todo mundo vai olhar para você com pena, certos de que você é apenas um rebelde sem causa e um pobre coitado ou, na melhor das hipóteses, que não sabe inglês e/ou não tem senso de ridículo.

Feminino:

1 - Use roupas de couro apertadíssimas, mesmo que seu peso seja medido em arroubas. No caso de espartilhos, amarre-os em série, até que complementem os contornos avantajados de seu corpo.

2 - Cinta-liga é um item indispensável em seu guarda-roupa. Tenha milhares delas e use roupas que permitem que você as exiba, como fazem os caras com as calças sem fundilhos para exibir suas cuecas. Todas as ditas-cujas devem ser pretas, com a exceção de uma única vermelha, que será usada em noites especiais com seus ídolos de bandas de garagem.

3 – Corte o cabelo de forma bagunçada e tenha pelo menos duas tonalidades, sendo que uma delas deve ser vermelha.


COMPORTAMENTO GERAL:

1- Você é membro de uma elite intelectual que é constantemente perseguida por toda a sociedade, especialmente pela mídia e mais especialmente ainda pelo DELFOS, que generaliza muito. Qualquer um que não gosta de Metal é inferior a você.

2 – Quando encontrar alguém que gosta de Metal, encha-o de perguntas inúteis sobre o passado das bandas (inclusive de coisas que nem os próprios músicos lembram), para determinar o nível de trueza. Se o cara errar qualquer uma das perguntas, trate-o como o verme que é.

3 - Faça o possível e o impossível para decorar o nome dos membros de suas bandas preferidas e refira-se a eles, em conversas, como se fossem seus amigos mais íntimos. Exemplos: Weiki, Kai, Nicko, Hansi, etc.

4 - Apareça em locais públicos com baixa presença de metaleiros e faça cara de que odeia todos à sua volta, principalmente as meninas bonitas, que você considera apenas “Patricinhas sem conteúdo” mas que, no fundo, são os motivos de seus demorados banhos.

5 – Diga que precisa lavar e cuidar de seus longos cabelos como desculpa para tomar banho.

6 – Não tome banho.

7 – Se você viu qualquer contradição neste texto, é porque você não é true. Vá ouvir pagode!

8 – Vá a eventos formais, trajando uma camiseta do Judas Priest (a supracitada “fuck you, I’m from hell!” também vale). Reclame e faça cara de viking por ter sido obrigado por seus pais (que o sustentam, mesmo que você tenha 40 anos e ainda ache que a sua banda vai dar certo) a ir a tal evento. Diga a todos que você só foi para encher a cara e a pança “de grátis”.

9 – Todo mundo está contra você. To-do-mun-do. Portanto, comporte-se de acordo e esteja sempre – SEMPRE – defendendo a si mesmo e às suas bandas preferidas de ataques, mesmo quando nenhum ataque aconteceu. Para ser true, você precisa se ofender com muita facilidade.

10 – Sempre que alguém discordar de você, mande-o ouvir Pagode ou qualquer outro estilo que considere especialmente ruim (Sertanejo, Funk, Sandy e Júnior, enfim...).

11 – A frase exata deve ser: “Vai ouvir pagode, seu preto!”.

12 – Caso seja uma discussão internética, diga: “VAI OUVI PAGODE SEU PRETO!!!!!”. Metaleiros true não sabem o que é vocativo (para bater cabeça não precisa ser alfabetizado) e acham que escrever em letras maiúsculas e encher de exclamações intimida as pessoas. Para eles, isso é um equivalente literário a um rugido de um troll norueguês ecoando pelas florestas do abismo.

13 – Se estiver em outro país, diga: “You should listen to pagode, you black guy!”, ou, se estiver especialmente bravo (caso tenha encontrado alguém com falhas de caráter tão graves quanto não saber quem compôs Eagle Fly Free ou a ordem das músicas do British Steel), diga: “You should listen to pagode, fuckin’ niggah!”.

14 – Sim, metaleiros true são racistas, mas não assumem isso. Essa é uma característica que só fica clara quando eles estão bravos. Claro, sempre depois de “xingar” (como se isso fosse xingar) alguém de preto, eles exclamam que não têm nada contra os verdadeiros representantes da raça. Afinal, os caras são true niggahs, ao contrário de você, que é um false Metal e um false niggah!

15 – Se diga da paz, mas provoque brigas com qualquer um que não goste de Metal ou que goste de bandas diferentes das que você gosta.

14 – Quando perguntarem por que você brigou, diga que você foi obrigado a isso, pois o outro cara demonstrou ser intolerante em relação às suas preferências culturais.

16 – Seja intolerante em relação a qualquer manifestação cultural que não lhe agrade, especialmente os gêneros de Metal diferentes dos que você ouve (se gosta de Black, fale mal de Melódico e vice-versa). Ex: Helloween é muito frutinha para ser true! Ex 2: Venom não sabe tocar e não investe milhões de dólares numa produção cristalina, portanto não é true. Se começar a tocar Bon Jovi ou qualquer coisa não-metálica onde você estiver, cruze os braços, fique emburrado e diga que quer ir embora.

17 – Use sempre os mesmos xingamentos para provocar as brigas. Se você é do lado extremo, chame os melódicos e tradicionais de mariquinhas que só querem saber de tocar um monte de notas ao mesmo tempo. Se você for um desses mariquinhas, xingue os extremos de selvagens.

18 – Exija que seus companheiros apóiem o Metal nacional. No conforto e no anonimato do seu lar, no entanto, ouça apenas Angra, Shaman e Sepultura.

19 - Qualquer outro tipo de música NÃO É MÚSICA! Só o Metal é música, porque é feito com o vento negro, o fogo e o aço. Metal pra sempre em nossos corações!

20 – Se qualquer um falar mal do Iron Maiden, você tem que ficar vermelho de raiva, desejar a morte dele com todas as forças e mandá-lo ouvir pagode.

21 – O Iron Maiden não lança nada de bom desde o Seventh Son of a Seventh Son. O Helloween não lança nada bom desde os Keepers. E por aí vai... Ou seja, música boa mesmo, só até 1990. Tudo que veio depois disso não é true, mesmo que o gênero True Metal e toda essa babaquice que o acompanha só tenham surgido oficialmente na segunda metade da década de 90.

22 – Eu acabei de falar mal de duas das bandas preferidas dos adoradores do Rock Pauleira, agora coloque este texto num fórum e planeje com outros metaleiros true uma forma de conseguir nos matar e acabar com o DELFOS. Afinal, o DELFOS sempre falta com a imparcialidade e faz títulos e textos sensacionalistas. Por sorte, você vai ter uma chance de colocar seu plano em prática na semana que vem, no encontro aberto delfiano.

23 – Você não sabe o que é imparcialidade, mas exige assim mesmo.

24 – Não se esqueça de tirar sarro por termos chamado o estilo de Rock Pauleira e fique sinceramente bravo por nos referirmos a vocês como metaleiros, e não como headbangers.

25 – Lembre-se, você não é metaleiro, é headbanger. O termo metaleiro foi criado pela Rede Globo. A mídia toda, sem exceções, está contra você. Quem criou o termo headbanger? Ahn… bem… VAI OUVI PAGODE SEU PRETU!!!!!


COMPORTAMENTO TECNOLÓGICO:

1 – Seu nick em programas de conversação online, além do seu pseudônimo, deve conter pelo menos três das seguintes palavras: true, steel, thunder, fire, honor, forest, glory, dragon, metal, rainbow, hell, evil ou, finalmente, black wind. Exemplo: Evil Rainbow of Steel ou Dragonfire of thunder from hell. Ou ainda Black Wind of the Thunder Dragon of Steel in the Forest of Hell. Quanto maior, mais true!

2 – Não se importe se seu nick não faz sentido nenhum. Afinal, você só se preocupou em aprender o suficiente de inglês para poder cantar as letras nos shows e mostrar que é true. Você não precisa saber o que essas palavras significam, mas elas são tão repetidas nas letras que você idolatra que só podem ser coisa boa.

3 – Se você for mulher, seu nick não deve ser composto das palavras acima, mas de sobrenomes como Holopainen, Sammet, Matos, Kotipelto e outros “galãs” do Metal. Encha seu álbum do Orkut e fotologs com fotos dos mesmos em posições sensuais.

4 – Por posições sensuais, entenda os biquinhos do Tobias Sammet ou o olhar de cachorrinho abandonado do Tuomas Holopainen.

5 - Coloque em seu “about me” do Orkut todos os seis shows de metal que você foi em toda a sua vida, mesmo que dois deles sejam do Shaman. Para parecer que foram mais shows, trate de deixar claro que você assistiu a um show do Shaman e a outro do Shaaman.

6 - Providencie um pseudônimo marcante de acordo com as dicas acima. Coloque-o em seu nick do MSN e como seu nome, no Orkut. Faça das tripas coração para que as pessoas o utilizem no dia-a-dia e esqueçam que você se chama Leopoldo, Onofre ou José Maria.

7 - Uma outra saída para “truesificar” seu nome é colocar “The Omen” no meio deles, em caso de nomes compostos. Exemplo: José “The Omen” Maria. Palavras como “Metal”, “Steel” ou o onipresente “Black Wind” também funcionam antes ou depois do nome. Exemplo: Inácio Metal ou Black Wind Leopoldo of Steel.

8 - Jogue apenas games sobre contos medievais e RPGs de terror ou que contenham vampiros. Qualquer outro jogo é coisa de nerd, principalmente se for de esportes. RPG de vampiro não é coisa de nerd, é coisa de true.

9 – Em todas as chances que tiver, deixe claro que jogos como Guitar Hero e Rock Band vão acabar com a música. Trues de verdade (ignore o pleonasmo, pleonasmos são true, aprenda o que são pleonasmos e os use no dia a dia) tocam instrumentos de verdade, não de plástico. Diga isso, apesar do fato de que você sabe tocar, mal e porcamente, apenas campainha.

10 – Termine o Guitar Hero III no Expert.


SOBRE BANDAS:

1 – Você ouve apenas bandas true, como o Iron Maiden.

2 – Bandas que tocam em lugares grandes ou na MTV traíram o movimento.

3 – Tirando o Iron Maiden. Eles são true e podem aparecer até na Globo!

4 – Metallica não é true. Eles têm cabelos curtos, pô!

5 - Manowar, Accept, Judas Priest e Saxon são.

6 – Odeie o Nightwish e acuse-os de serem Pop, mesmo eles sendo mais pesados do que quase tudo que saiu da Finlândia. Você não sabe disso, porque nunca ouviu um disco da banda, pois não é um emo poser. Você veio do inferno e opiniões pré-concebidas são coisa de true!

7 - Odeie também o Edguy porque todas as meninas que você conhece são apaixonadas pelo Tobias Sammet. Diga que eles só querem saber de fazer Hard Rock agora e Hard Rock não é true, pois os caras só pensam em mulher e pensar em mulher é coisa de gay. Ser true envolve músculos, suor e cuecas apertadas!

8 – Fale mal do Michael Kiske, chame-o de mercenário, mas compre tudo que ele lançar, mesmo que seja um projeto de funk carioca. Mostre para os outros e diga que ele é a melhor voz que o Metal já ouviu, embora seja um traidor do movimento.

9 - Elogie a complexidade das músicas novas do Blind Guardian, mesmo que eles não consigam reproduzí-las ao vivo. Quando você notar a ausência delas nos set lists das novas turnês e a predominância de “clássicos” da banda, encare isso como uma homenagem aos fãs mais antigos e tradicionais da banda, que a amam de verdade. Na hora do show, cante apenas as músicas do Imaginations from the Other Side e do Nightfall in Middle-Earth, e FINJA conhecer tudo que é do Somewhere far Beyond para trás.

10 – O Iron Maiden, por outro lado, toca apenas músicas novas, mesmo ninguém gostando delas. Defenda também essa atitude, pois mostra que eles não estão presos ao passado e não se preocupam com a mídia ou com os fãs.

11 – Como você já percebeu, defenda qualquer coisa que suas bandas preferidas fizerem, mesmo que o CD mais recente seja de pagode e tenha na capa fotos dos membros fazendo orgias com travestis e com jogadores de futebol.

12 – Fale mal de coisas sem conhecer. Xingue bandas que você nunca ouviu e seus fãs. Fale mal de jornalistas que escreveram coisas que você não leu (e faça questão de dizer que não leu, pois ignorância é true) e xingue qualquer um que os defenda. Lembre-se, todos estão contra você. Principalmente este site!


EM SHOWS:

1 – Em shows, comporte-se como o trueglodita que você é. Empurre, abra rodinhas, gire a camiseta no ar e levante sua namorada nos ombros. Faça tudo isso de forma que incomode o maior número de pessoas possível.

2 – Vá aos shows sempre trajado como mandam os preceitos do Deus-Metal (ver primeiro tópico), mesmo que seja em um festival a céu aberto, em pleno verão, ao meio-dia.

3 - Toque air-instruments. Se possível, arrume outros caras e toquem como se fossem uma banda, com coreografias e tudo. Fazendo isso, você não vai assistir ao show, mas ir a shows para ouvir música é coisa de mariquinha que não agüenta o tranco.

4 - Grite, pule e esperneie durante suas canções preferidas. Depois, caia na real de que, enquanto fazia isso, acabou perdendo a música. Fique parado durante as músicas mais lentas e cadenciadas e depois diga que o show foi morno.

5- Qualquer show que você for foi o melhor da sua vida, mesmo que tenha sido morno e que você tenha acabado de dizer isso.

6 - Durante a fila de entrada, junte seus amigos e entoem canções épicas do Metal. Não se esqueçam dos falsetes.

7 – Se você for mulher, suba nos ombros do seu namorado e faça o possível para chamar a atenção do músico, nem que para isso precise se humilhar fazendo coisas que prefere que ninguém saiba. Se ele olhar para você, mesmo que seja com cara feia, considere-se a mulher mais feliz do mundo e espalhe internet afora que “músico X olhou para você”. Mal sabe o seu namorado que você o trocaria na hora por qualquer membro da banda a que estão assistindo – ou até mesmo pelos roadies.

8 – Quando você estiver nos ombros do sujeito, vão começar a jogar garrafas de água e outras coisas. Ignore, é inveja, não tem nada a ver com o fato de você estar bloqueando a visão de todos.

9 – Se depois do show você ficar sabendo de alguém que reclamou da selvageria do público, diga algo como “se não agüenta shows de Metal, vá a shows de pagode”. Dizendo isso, você demonstra apenas que pagodeiros sabem viver em sociedade e metaleiros não. Mas você não se importa com isso, pois viver em sociedade é coisa de emo! Você quer é viver em uma floresta medieval, saqueando, roubando e estuprando e os shows permitem que você faça tudo isso (ou quase).

10 – Se você falar que o show foi morno e a pessoa concordar, grite a frase acima a plenos pulmões e ataque violentamente o sujeito.

11 – Se estiver muito bravo, complemente a frase acima com “seu preto”.

12 – Se for um diálogo escrito, certifique-se de não ter colocado a vírgula do vocativo, ou vão pensar que você sabe escrever.

12 – Ser alfabetizado não é true.

13 – Se você discorda de qualquer item neste texto, você não é true e deve ouvir pagode!

14 – Se você realmente for true, vai mostrar como este texto está errado dizendo que ele não tem graça, xingando os autores e depois vai colocar este link em algum fórum de sua escolha, conclamando os demais brothers of Metal a vir aqui defender o estilo. Não esqueça de dizer que você sempre odiou o DELFOS, mesmo se tiver conhecido o site agora. True que é true odeia o DELFOS desde antes de o site ser criado.

Delfos

Neil Gaiman fala sobre Batman, quadrinhos e o filme de Sandman

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Saiu nas comic-stores estadunidenses a edição número 853 de Detective Comics, que mostra a conclusão do arco Whatever Happened to the Caped Crusader? ("O que aconteceu com o Cruzado de Capa", em português), escrita por Neil Gaiman. O arco mostra a última história do Homem Morcego, numa homenagem semelhante àquela que Alan Moore fez 23 anos atrás ao Superman em Whatever Happened to the Man of Tomorrow?, um dos maiores clássicos dos quadrinhos.

Gaiman falou à Wired sobre como foi escrever a história e também sobre as adaptações cinematográficas de histórias em quadrinhos. Segue alguns trechos do que Gaiman, membro da santíssima trindade dos quadrinhos (que está mais para Dualidade, nos últimos anos), disse na entrevista.

Como ele aceitou a missão de escrever a "última história" do Batman

"O telefone tocou há mais ou menos um ano e era Dan DiDio da DC Comics. Ele disse, 'Olha, a gente vai fazer o que fizemos 23 anos atrás com o Superman, mas com o Batman. Vamos parar com as revistas mensais, então reiniciar e renumerá-las, então não haverá uma revista do Batman por algum tempo. Gostaria de escrever a última edição do Batman e Detective Comics da mesma maneira que Alan Moore fez com Whatever Happened to the Man of Tomorrow'? Foi uma combinação estranha, achei que, se eu não o fizesse outra pessoa faria e ela poderia estragar tudo. Mas também, eu amo o Batman. O ideal platônico do Batman, bem como alguns Batmans em especial ao longo dos anos. Achei que seria bem interessante".

Sobre a continuidade nos quadrinhos hoje em dia

"Continuidade nunca foi algo com que eu realmente me preocupasse. Você usa onde precisa usar, e não usa onde não precisa. É fato que temos de viver em continuidade no dia a dia, ninguém está imune a isso, seja na vida ou em romances. Da mesma forma, não é algo que eu ache terrivelmente importante. A maravilha disso tudo é que há 70 anos de Batman, e eu queria tentar falar sobre tudo isso. O Superman de Alan Moore ainda é tão legível quanto foi em 1985. [...] O que eu quis fazer é a última história do Batman. Como ela seria? E queria jogar bem limpo com o leitor. Então, o que eu quero dizer, é que honestamente não importa se está dentro ou fora da continuidade, [...] esta é a última história do Batman. Ele está morto e é isso que acontece".

Sobre o impacto que a história tem

"As pessoas costumavam me perguntar sobre Sandman quando eu ainda escrevia a série, e a resposta é que eu estava envolvido demais para perceber o que estava fazendo ou sentindo. Décadas depois, eu pude olhar para trás e falar: 'Caramba, nós conseguimos'! Lembro de George Harrison reclamando que ele não tinha a mínima ideia do que os Beatles representaram para os anos 60. Então, a verdade é que eu não faço a mínima ideia".

Sobre filmes de super-heróis

"A Marvel tem sido mais bem sucedida do que a DC Comics, apesar da DC ter acertado na mosca com O Cavaleiro das Trevas. [...] O filme do Homem de Ferro me fascinou. Ele pegou um personagem [bem lá no topo] do segundo esquadrão da Marvel e acertou. Tanto que todo mundo hoje fala 'ah, é por isso que eu amo o Homem de Ferro'. O feito de O Cavaleiro das Trevas é, 'é assim que uma história do Coringa deveria ser feita'".

Sobre um filme de Sandman

"Há conversas com a HBO para adaptar Sandman, porque ninguém sabe de fato como fazer isso. A verdade é que, se alguém for fazer um filme de Sandman, provavelmente será algum garoto que está na escola de cinema agora, para o qual Sandman foi a coisa mais importante de todos os tempos. Exigirá o mesmo grau de comprometimento, dedicação e loucura que Peter Jackson teve para adaptar O Senhor dos Anéis. Honestamente, eu posso já estar morto quando isso acontecer. [...] Ele não está num formato filmável. Eu tive uma reunião há uns dois anos e meio na Warner com Allan Horn e Jeff Robinov sobre a situação de Sandman, porque eles não entendiam a coisa e os diretores ficavam perguntando se eles conseguiriam fazer a adaptação. [...] No final, fiquei bem orgulhoso de resumir 2000 páginas de história em um quadro visual, e o que eu consegui foi: 'Jeff e eu conversamos no almoço sobre as franquias Harry Potter e O Senhor dos Anéis, e concordamos que ambas foram bem sucedidas porque tinham um cara malvado claramente definido. Será que Sandman tem um cara malvado claramente definido?' Eu disse 'não, não tem' e eles disseram 'obrigado por ter aparecido'. Eles sabem que, mesmo sendo uma das joias da coroa dos quadrinhos, não foi feito para se tornar um filme".

Gaiman também fala que, em Whatever Happened to the Caped Crusader, fez duas homenagens à história que Alan Moore fez ao Superman. Uma delas está no final, e outra estava no começo mas foi cortada por ser óbvia demais. A história começaria com Batman perguntando se está sonhando, ao que uma voz responderia "Não, não é um sonho, nem uma história imaginária". Esta é uma citação direta às palavras com que Moore abre Whatever Happened to the Man of Tomorrow, dizendo "esta é uma história imaginária... e não são todas"? Esta frase é tida como uma das mais marcantes da história dos quadrinhos.

Delfos

Praga no World of Warcraft dá lição sobre pandemia de gripe

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Fenômeno 'matou' milhares de personagens no mundo virtual no último ano e pode servir como estudo de caso

Nos calabouços de Zul'Gurub, frequentados por entusiastas dos jogos online, uma gigantesca serpente alada chamada Hakkar, a Flageladora de Almas, pode oferecer importantes pistas aos epidemiologistas que tentam prever o impacto de uma pandemia.


Em setembro de 2005, uma praga chamada "Sangue Corrompido" causou tumulto no popular jogo online World of Warcraft. O que aconteceu em seguida ilustra a espécie de questão que as autoridades terão de enfrentar, à medida que um surto letal de gripe suína se espalha no México e em outros países.

Cerca de quatro milhões de jogadores foram afetados pela pandemia e, quando ela chegou ao final, cidades virtuais inteiras estavam recobertas pelos ossos dos mortos e a maioria dos sobreviventes havia fugido das áreas urbanas em busca da relativa segurança oferecida pelo campo.

Os epidemiologistas e encarregados de combater desastres tentaram por anos construir modelos realistas sobre como uma doença altamente virulenta pode se espalhar e afetar a sociedade mundial e a economia.

Mas a praga do Sangue Corrompido acidentalmente ofereceu algo sem precedentes --uma chance de estudar uma pandemia seguramente, em um ambiente virtual unicamente complexo no qual milhões de indivíduos imprevisíveis tomavam decisões por conta própria.

Em um artigo na revista Lancet Infectious Diseases, em 2007, Nina Fefferman e Eric Lofgren, da Tufts University School of Medicine, disseram que o incidente "suscitava a possibilidade de conteúdo científico valioso a ser adquirido devido a um erro acidental em um jogo", o que ofereceria percepções sobre pandemias no mundo real.

A Blizzard Entertainment, criadora de World of Warcraft, não tinha a intenção de que a epidemia escapasse ao controle dessa maneira.

Inicialmente, o problema só seria encontrado por jogadores relativamente avançados, quanto penetrassem nas profundezas de um novo calabouço oferecido como parte de uma atualização de software. Entre os muitos poderes de ataque de Hakkar, entre os quais "sugar sangue" e "causar insanidade", estava a capacidade de espalhar a praga do sangue corrompido.

A maioria dos jogadores que haviam chegado a esse nível eram fortes o bastante para sobreviver, e não havia a intenção de permitir que a praga se espalhasse a tal ponto. Mas como acontece com muitos eventos do mundo real, as coisas não seguiram de acordo com os planos.

"Ao contrário de 'pragas virtuais' do passado, planejadas oficialmente, isso foi um efeito local que escapou ao controle --um surto virtual de ocorrência natural", disse Ran Balicer, da Ben-Gurion University, em Israel, para a revista Epidemiology.

O World of Warcraft permite que os jogadores se "teletransportem" entre diferentes locais. E alguns jogadores infectados se transportaram do calabouço para cidades, onde vítimas mais fracas logo começaram a cair como moscas. O jogo também permite que os jogadores tenham animais de estimação, que podem ser banidos e convocados a gosto. Os animais de estimação também desempenharam papel crucial em difundir a praga fora do calabouço.

Embora "teletransporte" e animais de estimação mágicos sejam parte do mundo de fantasia, esses desdobramentos inadvertidamente imitaram possíveis características de pandemias reais, dizem os dois estudos.

Os riscos de que pandemias se espalhem por meio de sistemas rápidos de transporte mundial e de transmissão entre espécies são fatores cruciais que podem bem afetar surtos no mundo real.

Balicer disse que o impacto dos sistemas de transporte sobre World of Warcraft era "semelhante ao papel das viagens aéreas na rápida transmissão mundial da síndrome respiratória aguda severa (SARS)", enquanto os estragos causados por animais infectados ecoam o papel desempenhado por patos assintomáticos na difusão da gripe aviária entre populações de aves.

A doença não demorou a se espalhar pelo mundo virtual.

"A doença logo atingiu as capitais densamente povoadas, causando índices elevados de mortalidade e, o mais importante, o caos social que costuma acompanhar um surto em larga escala de uma doença mortífera", escreveram Fefferman e Lofgren.

"Aspectos aparentemente inócuos do mundo virtual, cada qual refletindo diretamente um aspecto da epidemiologia no mundo real, permitiram que aquilo que deveria ser um ponto de interesse relativamente menor em uma pequena área do jogo... se tornasse o primeiro exemplo de uma praga online descontrolada a afetar milhões de norte-americanos, europeus e asiáticos em seus lares", escreveram Fefferman e Lofgren.

Estadao
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Após atacar Twitter, jovem de 17 anos ganha emprego

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Michael 'Mikeyy' Mooney admitiu criação de pragas para o microblog.
Ele será analista de segurança de empresa que desenvolve aplicativos.


O jovem Michael "Mikeyy" Mooney, 17, que admitiu ter espalhado pragas virtuais no serviço de microblog Twitter, contou ao site “ABC News” ter conseguido um emprego após realizar os ataques que atormentaram os usuários da rede social.


Travis Rowland, fundador e director-executivo da exqSoft Solutions, confirmou ter contratado o jovem que vive no Brooklyn, em Nova York. O responsável pela empresa de desenvolvimento de aplicativos para a internet, no entanto, não divulgou qual será o salário de seu novo analista de segurança e desenvolvedor.

“Entrei em contato com ele, depois de ter visto o que ele fez no Twitter”, afirmou o empresário de 24 anos à “ABC News”. De acordo com o site, Rowland não está apenas contratando um novo funcionário, mas também divulgando sua própria companhia.

O executivo disse ainda que o jovem prestou um serviço ao Twitter, ao expor uma vulnerabilidade básica na qual o site não estava prestando atenção. “Ele poderia ter armazenado a informação dos usuários, mas não o fez. Ele não usou a brecha para roubar informações pessoais”, defendeu o novo chefe do jovem.

Em entrevista à Cnet, Mikeyy disse ter criado as pragas porque estava entediado e queria chamar atenção para a falha na rede social.

Recentemente, operadora de telecomunicações neozelandesa anunciou a contratação de Owen Thor Walker, um hacker de 19 anos acusado de invadir mais de 1 milhão de computadores em todo o mundo e causar prejuízo de US$ 20 milhões. "Ele dá conselhos sobre a maneira de reduzir os riscos e do que motiva os cibercriminosos", explicou Chris Mirams, diretor da empresa TelstraClear, que contratou o jovem.

Ataques

As ações de Michael "Mikeyy" Mooney foram realizadas no final de semana de 11 e 12 de abril. A primeira praga, identificada no sábado (11), fazia com que os perfis infectados espalhassem um link que direcionava os internautas ao site Stalk Daily. O segundo código malicioso atacou no domingo (12), depois de o Twitter divulgar uma mensagem dizendo que já tinha tomado as medidas para consertar as falhas.

No domingo, os perfis contaminados distribuíam, involuntariamente, mensagens como “Mikkey is done” (“Mikkey já acabou”) e “Twitter please fix this, regards Mikeyy” (“Twitter, por favor conserte isso, atenciosamente Mikeyy”).

“Só refleti sobre o que havia feito depois. Basicamente, realizei o ataque porque estava entediado. Não pensei que o Twitter ia consertar a falha em pouco tempo, mas também não imaginei que as mensagens iam se espalhar de maneira tão rápida”, disse o jovem à “Cnet”.

Na ocasião, o estudante do colegial, disse que pretendia trabalhar como analista de segurança, algo que conseguiu com a repercussão dos ataques.

Segundo ele, que cria códigos maliciosos há cerca de três anos, essas pragas para o microblog não foram desenvolvidas para causar destruição. “A minha história com o Twitter acabou. Já atraí atenção demais recentemente”, disse o jovem.

Resposta

Em um post, a equipe do Twitter reforçou que o ataque não comprometia a segurança de dados pessoais dos usuários, como senhas, números de telefone e outras informações sigilosas.

“A praga inserida no Twitter neste final de semana é parecida com o código Samy, que se espalhou pelo MySpace há algum tempo. Na ocasião, o MySpace processou o criador do vírus. Levamos a segurança muito a sério e vamos tomar as medidas necessárias”, diz o post, sem especificar se Mooney responderá na Justiça por suas ações.

No sábado, diz, cerca de cem perfis foram infectados. Já no domingo, os responsáveis pela página removeram cerca de 10 mil twitts (mensagens) publicadas pelo código malicioso do jovem norte-americano. Ainda não há detalhes sobre a nova onda de ataques, divulgada nesta segunda-feira.

Vítimas

Usuários brasileiros também foram atacados. “Apaguei as twittadas do link StalkDaily. Eles mudaram algumas coisas no meu perfil, mas eu já arrumei de volta” e “cuidado aí, moçada, um *** acaba de invadir minha conta no Twitter e publicar um tweet, um tal de Mikeyy. Troque a senha”, foram algumas das mensagens postadas no Twitter no domingo. Em muitos casos, os internautas simplesmente repassaram a informação da praga no serviço de microblog.

Foto: Reprodução

Yuri Vieira identificou o ataque a seu perfil no domingo pela manhã e alertou outros usuários. (Foto: Reprodução )

Droga, eu sabia que devia ter aprendido Visual Basic..¬¬

Sr Pikachu Sama