Ficha de Inscrição da 10ª Feira HQ

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Olha ae galera o link da Ficha de Inscrição para participar da 10ª Feira HQ Clik Aqui para baixar!

Caminhos Distantes

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Que caminhos distantes eu vejo
Ramificando-se no horizonte.
Eu, sentado numa pedra, penso.
Procurando no vácuo a fonte
Que me liberta a mente e me faz sonhar
Levanto, com passos pesados, lentos...

Vou-me embora, não quero mais chorar
Procuro a jornada do espírito
E deus me disse: "meu filho, siga seu caminho
Repleto, contemplativo, pra dentro de si".
Então, paro de pensar e sonhar,
Aponto o dedo para o céu e digo:
"Por que eu?
Filho da imagem e perdição.
Mas nasci de um seio sujo e podre.
Filho do átomo em putrefação..."

Estou cansado de procurar, preciso me sentar.
Que caminhos distantes eu vejo.

(Por Pikachu e Bernardo)
P:S: Que paia...

Núcleo de HQ do Piauí

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O Núcleo de Quadrinhos do Piauí (NQ) começou a se organizar no início dos anos noventa. É realizado um evento anual desde 1999, todos com grande presença de público, lotando os corredores e as salas de exibição de vídeo ou de palestras ou oficinas, onde se realiza a Feira HQ, reunindo fãs, colecionadores e produtores de histórias em quadrinhos de todo o Estado.

Na Feira HQ há exposição de desenhos, exibição de filmes e mesas de jogos, além de oficinas, palestras e venda de revistas piauienses. É a Feira HQ que permite ao Núcleo de Quadrinhos do Piauí produzir, premiar, capacitar e publicar artistas de nível local e nacional. A Feira HQ reúne a nove anos um grande acervo de desenhos de artistas de nosso Estado, estimula a produção e a discussão a respeito do assunto.

Esta décima edição (marcada para acontecer em setembro) irá superar os anos anteriores, diversificando na exibição de vídeos, investindo mais em oficinas, convidando palestrantes de fora do Estado para o 2º Seminário de Quadrinhos do Piauí (2º SQP), além de premiar as melhores trabalhos nas mais diversas categorias: 01) Melhor História em Quadrinhos; 02) Melhor História em Quadrinhos Estilo Mangá; 03) Melhor Desenho para Quadrinhos; 04) Melhor Roteiro para Quadrinhos; 05) Melhor Ilustração; 06) Melhor Publicação Alternativa; 07) Melhor HQ Infanto-Juvenil; 08) Melhor Ilustração Infanto-Juvenil; 09) Melhor Cosplay.

O NQ pretende atingir todos os públicos que apreciam a conhecida nona arte, entretanto, nestes anos onde a cultura pop japonesa expande-se mundo à fora o NQ convida especialmente todos os fãs de mangá e animê (quadrinhos e desenhos animados japoneses) a participarem das categorias criadas especialmente para eles: Melhor História em Quadrinhos Estilo Mangá e Melhor Cosplay (categoria onde o fã fantasia-se de seu personagem favorito). Com essa iniciativa o NQ pretende também apresentar aos novos leitores de quadrinhos, surgidos nessa onda nipônica, toda a qualidade dos demais quadrinhos criados ao redor do mundo, inclusive os produzidos especialmente no Brasil e no Piauí.

Por quatro vezes consecutivas, o projeto da Feira HQ foi aprovado pelo Programa BNB de Apoio à Cultura. Além disto, o trabalho do Núcleo possibilitou a aprovação de dois projetos na Lei A. Tito Filho de apoio à cultura, que são a Revista Feira HQ, coletânea dos desenhos premiados e a Humor Sangrento, republicação da primeira revista em quadrinhos editada no Piauí, em 1977, títulos que foram lançados durante a 8ª Feira HQ e que prestigiam uma dúzia de novos talentos no Estado e o merecido trabalho pioneiro de Arnaldo Albuquerque em Teresina.

O NQ conta com a participação e o apoio do Grupo Cultural APICE (peça teatral Black Shit), do grupo THE Anime, que realiza um dos maiores eventos de animê da capital e da ARTE (Associação de RPG de Teresina) para tornar a 10ª edição do evento a melhor realizada até hoje.

10ª Feira HQ

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Da natureza do evento

01. A 10ª Feira HQ é um evento que se propõe incentivar a produção de Histórias em Quadrinhos (HQ's) no Brasil.

02. Os candidatos podem se inscrever em quatro categorias competitivas: História em Quadrinhos, Ilustração, Publicação Alternativa e Cosplay.

03. Existirão nove sub-categorias competitivas com premiação: 01) Melhor História em Quadrinhos; 02) Melhor História em Quadrinhos Estilo Mangá; 03) Melhor Desenho para Quadrinhos; 04) Melhor Roteiro para Quadrinhos; 05) Melhor Ilustração; 06) Melhor Publicação Alternativa; 07) Melhor HQ Infanto-Juvenil; 08) Melhor Ilustração Infanto-Juvenil; 09) Melhor Cosplay.

Das Histórias em Quadrinhos

04. As HQ’s encaminhadas podem ser originais ou fotocópias coloridas. Tema livre. O trabalho enviado poderá ser produzido originalmente em qualquer formato, mas padronizado em tamanho A3 para exposição, com margens de 3cm.

05. A HQ, de tema livre, deverá ter um máximo de 08 páginas, arte-finalizadas com qualquer técnica, preto-e-branco ou colorida.

06. Nesta categoria, os inscritos concorrem a Melhor História em Quadrinhos, Melhor Desenho para Quadrinhos e Melhor Roteiro para Quadrinhos .

07. Na premiação Melhor História em Quadrinhos não concorrem os trabalhos produzidos em estilo mangá, pois estes possuem categoria específica.

Da Sub-categoria Melhor História em Quadrinho em Estilo Mangá

08. As especificações para produção e critérios para seleção e inscrição da Sub-categoria Melhor História em Quadrinhos em Estilo Mangá são idênticas às da sub-categoria Melhor História em Quadrinhos citadas anteriormente.

09. As HQ's em Estilo Mangá não concorrem à premiação de Melhor História em Quadrinhos, pois possuem premiação específica, mas concorrerão de igual às demais histórias em quadrinhos nas sub-categorias Melhor Desenho para Quadrinhos e Melhor Roteiro para Quadrinhos.

Das Ilustrações

10. A Ilustração poderá ser colorida ou preto-e-branco, sendo válidas qualquer técnica e estilo. Podem ser originais ou fotocópias coloridas. Tema livre. O trabalho enviado poderá ser produzido originalmente em qualquer formato, mas padronizado em tamanho A3 para exposição, com margens de 3cm.

Das Publicações Alternativas

11. A Publicação Alternativa deverá ser sobre/com HQ e conter, no mínimo, 16 páginas, em qualquer formato, preto-e-branco ou colorido. Podem concorrer todos os Fanzines ou Revistas Alternativas produzidos em 2008 e 2009. Por Revista Alternativa, entende-se: publicação independente ou não, que proponha obras autorais e/ou fora do mercado editorial. Por Fanzine, entende-se revista do fã. Para inscrição na categoria Publicação Alternativa, cinco cópias devem ser doadas à organização. Além dessas, o concorrente deverá apresentar, no mínimo, 20 exemplares do título à venda durante toda a 10ª edição da Feira HQ. Caso não estejam as cópias presentes no evento desde o primeiro dia, o concorrente será eliminado. Se o concorrente não puder comparecer ao evento deverá encaminhar suas Publicações à organização, com carta em anexo (registrada e com aviso de recebimento) informando a quantidade e seu valor. No final do evento, será entregue ao inscrito a quantia correspondente à venda das mesmas (deduzido 10% do valor para o NQ) e serão devolvidas as restantes (via sedex à cobrar), caso não sejam vendidas todas.

Das categorias Infanto-juvenis

12. Candidatos com até 15 anos de idade poderão participar separadamente nas categorias HQ e Ilustração.

13. A HQ, deverá ter um máximo de 04 páginas, produzida em qualquer estilo, tema e formato, desde que apresentada em tamanho padronizado A3, cópia ou original, arte-finalizada com qualquer técnica, preto-e-branco ou colorida, com margens de 3cm.

14. A Ilustração deverá ser produzida em qualquer formato desde que apresentada em formato padronizado A3, cópia ou original, arte-finalizada com qualquer técnica, preto-e-branco ou colorida.

15. Caso o concorrente não possua CPF e/ou RG, as inscrições deverão ser feitas com a assinatura os dados dos pais ou responsáveis.

Da Sub-categoria Melhor Cosplay

16. São considerados válidos Cosplays de personagens originados em qualquer tipo de mídia desenhada, filmada ou de jogos. É vetada a participação e representação de personagens hentai como medida de segurança e integridade física para menores de idade e participantes em geral.

17. É terminantemente proibido o porte de explosivos, armas de fogo (mesmo descarregadas) e armas brancas com lâmina afiada. Apenas objetos que não representem perigo para os presentes no evento serão permitidos. O porte de objeto dará ao evento a autoridade da barrar o visitante na entrada e recolher o objeto ao guarda-volumes, tendo o visitante o direito de retirá-lo no final do evento.

18. É proibido pular do palco ou atirar objetos para fora dele durante a apresentação.

19. O cosplayer se responsabiliza pela integridade de aparelhagem e acessórios do evento quando em seu poder durante a apresentação ou enquanto estiver no evento.

20. Os cosplayers deverão levar para o júri, no momento da inscrição, visando facilitar a avaliação, material impresso (como letra de música, imagem do personagem, resumo de personalidade... O que o concorrente achar necessário para explicar sua apresentação). Este material será um dos quesitos para a participação e somará a nota final.

21. O cosplayer que não estiver presente, quando de sua apresentação, será imediatamente desclassificado.

22. O participante deverá respeitar o tempo limite de sua apresentação, sendo este de 1 (um) minuto para a fase de desfile e 5 (cinco) minutos para a fase de apresentação.

23. Esta categoria é aberta para pessoas com idade superior a 10 anos.

24. Os concorrentes podem competir uma única vez em apresentações individuais ou grupais. Caso interaja em outras apresentações, será automaticamente eliminado.

Das Inscrições

25. Os concorrentes deverão baixar a ficha de inscrição no blog ou comunidade no orkut do Núcleo de Quadrinhos do Piauí.

26. Pode-se concorrer com até 03 (três) trabalhos em cada categoria, com exceção da categoria Cosplay e das sub-categorias Infanto-juvenis: apenas um.

27. Em todas as páginas de quadrinhos e ilustrações enviadas deverá constar no verso: nome completo, Registro Geral, CPF, endereço, e-mail e telefone do participante, além da numeração de páginas e título de cada trabalho inscrito.


Das Particularidades

28. As Ilustrações, HQ's e Publicações Alternativas poderão ser vendidas a qualquer interessado. Caso o autor deseje vender seu trabalho, deverá indicar o valor da obra no ato de inscrição. A organização do evento ficará com 10% do valor arrecadado.

29. Caso o autor queira suas Ilustrações e HQ’s originais de volta deverá colocar no verso de cada página a inscrição “Devolver!”. Se não puder resgatá-las em Teresina no endereço aonde foram encaminhados, todas serão devolvidos via sedex à cobrar. Ilustrações e HQ’s fotocopiadas ou impressas não serão devolvidas.

30. Todos os trabalhos que permanecerem seis meses após a 10ª Feira HQ nos arquivos do Núcleo de Quadrinhos do Piauí (NQ), poderão ser expostas novamente em outras ocasiões.

31. Todos os trabalhos premiados farão parte do acervo do NQ, bem como o conteúdo das Publicações Alternativas premiadas. O NQ terá direito de publicar qualquer trabalho premiado em ocasiões futuras sem qualquer ônus.

Da seleção e julgamento dos inscritos

32. Os trabalhos serão analisados por um júri composto de cinco integrantes, a ser constituído pela organização da 10ª Feira HQ.

33. A categoria Cosplay terá um juri específico, também composto por cinco pessoas.

34. Dos critérios de avaliação:

a. Ilustração: Composição, arte-final, originalidade;
b. História em quadrinhos: Desenho, roteiro, narrativa, composição, originalidade e gramática.
c. Publicação Alternativa: Conteúdo, gramática, diagramação e lay out.
d. Cosplay: Fidelidade, Interpretação e material impresso.

35. As inscrições serão feitas de 02 fevereiro a 31 de agosto de 2009, pessoalmente pelo interessado, ou encaminhados por correios ao seguinte endereço:

Núcleo de Quadrinhos do Piauí
Rua Dirce Oliveira, nº 3047
Bairro Ininga / Teresina – Piauí / CEP 64048-550

36. As dúvidas não previstas neste regulamento serão resolvidas pelo júri, cujas decisões são irrecorríveis e soberanas

Da premiação

37. Segue abaixo a lista:

01) Melhor História em Quadrinhos:
1º Lugar – R$ 500,00, Troféu & Publicação
2º Lugar – Troféu & Publicação
3º Lugar – Troféu & Publicação

02) Melhor História em Quadrinhos Estilo Mangá:
1º Lugar – R$ 500,00, Troféu & Publicação
2º Lugar – Troféu & Publicação
3º Lugar – Troféu & Publicação

03) Melhor Desenho para Quadrinhos
1º Lugar – R$ 300,00, Troféu & Publicação
2º Lugar – Troféu & Publicação
3º Lugar – Troféu & Publicação

04) Melhor Roteiro para Quadrinhos
1º Lugar – R$ 300,00, Troféu & Publicação
2º Lugar – Troféu & Publicação
3º Lugar – Troféu & Publicação

05) Melhor Ilustração
1º Lugar – R$ 300,00, Troféu & Publicação
2º Lugar – Troféu & Publicação
3º Lugar – Troféu & Publicação

06) Melhor Publicação Alternativa
1º Lugar – R$ 300,00, Troféu & Publicação
2º Lugar – Troféu & Publicação
3º Lugar – Troféu & Publicação

07) Melhor História em Quadrinho Infanto-Juvenil
1º Lugar – Kit Leitura e Desenho, Troféu & Divulgação
2º Lugar – Troféu & Divulgação
3º Lugar – Troféu & Divulgação

08) Melhor Ilustração Infanto-Juvenil
1º Lugar – Kit Leitura e Desenho, Troféu & Publicação
2º Lugar – Troféu & Divulgação
3º Lugar – Troféu & Divulgação

09) Melhor Cosplay
1º Lugar – Kit Leitura e Desenho & Troféu
2º Lugar – Troféu & Divulgação
3º Lugar – Troféu & Divulgação

38. A 10ª Feira HQ acontecerá em setembro de 2009, no Clube dos Diários, Teresina-PI.

39. Serão desclassificados quaisquer trabalhos que infrinjam direitos autorais de outros criadores ou apropriações indevidas, com exceção dos Cosplayers e da divulgação de obras de outros em Revistas Alternativas.

40. O júri se resguarda o direito de cancelar categoria ou sub-categoria que não apresente qualidade artística ou quantidade mínima de trabalhos concorrentes de acordo com seus critérios.

Arlequim - Cap III - Polar (Continuação)

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- A noite é vazia... Não existe brilho... – repetiu o homem. – Na minha busca por minha finalidade neste mundo, sempre busquei isso. O Vazio. O Brilho. Se eu descobrisse essas duas coisas, eu encontraria o que busco. Depois de um tempo incontável ainda não sei o que é isso, mas sei que é importante. Por isso quando você me encontrou percebi que não foi por acaso, pois alguma coisa mudou dentro de mim nesses últimos dias, você sendo apenas uma formiga, a menor delas, se comparada ao que sei sobre o mundo, vem do nada e me conta num devaneio aquilo que tanto procurava. Não estou tratando você inferior, entenda isso, não existe ser superior ou inferior nesse mundo, tudo faz parte da engrenagem superior que faz esse mundo rodar. Só estou dizendo que encontrei uma resposta para varias perguntas.

Depois que ele falou, ela apenas continuou observando. Estava com um olhar vidrado, aquele olhar que escutou e viu, mas não entendeu. Passando alguns minutos ela diz: - meus pensamentos são confusos. Se falei isso, não posso negar. Pois é isso que encontro por onde eu passei. Foi isso que meus olhos viram e sentiram qur nosso mundo está vazio e sem brilho. Mas suas palavras são vagas para mim, não sei o quanto és sábio, mas você aparenta ser apenas alguns anos mais velho que eu, me considerar a menor das formigas foi a coisa mais ultrajante que alguém já me falou! Você falando assim, ate parece um velho que viveu centenas de anos. Falou a mulher. – Eu não sou velho, mas tenho mais que centenas de anos, talvez milhares de anos. Apesar de estar falando tudo aquilo com uma feição seria e profunda, a mulher acabou rindo daquilo tudo – louco! Só pode ser! Ai de mim! Tratar-me bem para depois fazer o mal! Ó, quanta desgraça ainda me falta?

Agora foi o homem que riu, e riu bastante. Depois de se recompor e vê uma linda mulher a observá-lo com medo se aproximou dela. O medo da mulher era visível pois começou a tremer e chorar. – Por favor, senhor! Não prejudique mais esse corpo – gritou a mulher fechando os olhos. Como não viu reação abriu-os novamente. Aquele homem estranho estava a poucos centímetros de seu rosto. Ele fez de propósito, pois o que ia mostrar para ela vinha dos seus olhos, quando ela viu aqueles olhos bem próximos aos seus, seu coração acelerou-se. Ela percebeu que eles brilhavam. Como fogo. Um fogo eterno que nem mesmo a pior tempestade do pior inverno pode apagar. Então, ela viu...

Parecia um sonho quente. Parecia que tudo estava e não estava. Viu o mundo dando voltas e voltas no seu eixo. O tempo passando. Viu uma criança nascendo do seio de um rio. A criança virando um homem e uma mulher. Andando juntos por uma linda estrada de arvores. Viu o sol indo embora. Viu o céu escuro. Viu trovoes e ventos. Sentiu frio. Sentiu calor. Depois ficou escuro. Só o silencio e nada mais. Era a morte. Era o nada. Era o nascimento. Viu o sábio. Viu o velho. Viu o mundo. Parecia um sonho quente...

Quando acordou, percebeu que o homem ainda estava na sua frente. Seu olhar tinha voltado ao normal, o fogo que tinha, havia sumido. Sua respiração estava acelerada como se tivesse corrido muito tempo, suas entranhas pareciam que iam soltar pela sua boca. Mas ela continuou olhando, pois tinha medo. Aquele olhar lhe dava segurança, algo que só tinha sentido nos braços de seu pai que ficou em um lugar quase esquecido em sua mente.

Em seu desespero ela o abraçou com toda sua força, uma força que nunca existiu. Era apenas orgulho. Seu choro era de uma criança desesperada que perdeu sua mãe no meio de uma multidão. Não se importou de molhar a roupa do homem, ele nem notou para aquilo. Depois de um tempo ela se acalmou e largou o pescoço dele – Acredito que expliquei muita coisa. Como nunca fiz isso com ninguém fiquei com medo. Mas, vejo que você suportou muito bem. Disse o homem enxugando as lágrimas com as costas da palma de sua mão. Percebeu o quanto sua pele era macia e quente. – o que você me mostrou esta gravado com fogo em toda a minha alma, não preciso perguntar mais nada. Já sei a resposta. E sinto com vontade e coragem de dizer o quanto o amo e tenho medo de você, Halmung filho do Sol.


Ele apenas sorriu para ela. Isso foi como uma resposta de afirmação. E falou: - Já não tenho mais nada para lhe mostrar, mas ainda preciso lhe falar algo importante. Tenho um irmão. E ele está vindo me visitar ao escurecer, como sempre fez durante muito tempo. Não sei como vai ser sua reação quando vê um humano na minha casa. Mas não se preocupe, meu irmão é sábio, mais sábio que eu. Tenho certeza que ele vai adorar sua companhia no nosso chá! Falou essa ultima palavra rindo como se fosse um menino que acabou de fazer uma brincadeira. – Chá? Vocês tomam chá? Soa meio irreal tudo isso, como seres de importância celestial podem parar para tomarem chá, mas meus olhos e meu coração já estão a se acostumar com coisas irreais que acabaram virando reais.
Ele apenas piscou para ela. Passados alguns minutos, ele se levantou e saiu do quarto. Retornou com um vestido amarelo dobrado em seus braços. Entregou para ela e saiu outra vez. Ela tinha entendido tudo sem ele dizer nada. Precisava vestir uma roupa mais nova, pois a sua estava em frangalhos. Quando vestiu o vestido se sentiu meia sem jeito. Fazia muito tempo que vestia roupas justas e calças de homens. Mas essa sensação logo passou, pois ela achou o vestido lindo. Era todo amarelo; com adornos costurados em ouro por todo busto e costas, e com dobras no seu final. Ela escuta uma batida na porta. Quando abre não vê ninguém, mas na entrada tinha um par de sapatos brancos, cabiam perfeitamente nos seus pés. Mas como ele sabia qual era o numero da pontuação dela, pensou. Isso pode ser a coisa mais normal que ela viu naquela casa e começou a rir alto e solto.
- Posso entrar linda dama? Pergunta o homem, - Sim, claro que pode. Quando ele entra vê uma linda mulher, a mulher mais linda que ele já viu. Teve certeza que seu coração, se é que ele tinha um, não estava mentindo e nem o enganando. Aquilo que o deixava pensativo nos últimos dias era aquilo que chamamos de amor.

Ela era magra e pequena. Tinha os cabelos cacheados amarrado em rabo de cavalo. Devia ser para não atrapalhar na hora que aparecesse algum problema, pensou Halmung. Tinha a pele clara, mas que agora estava bronzeada pela as intempéries do sol, chuva e ventos. Mas aquilo a deixava mais charmosa. Seus olhos eram negros como o escuro com uma face suave e limpa, que mostrava cansaço e tristeza. Era uma linda mulher que passou muita dificuldade e que esta ao ponto de desistir. Que pede socorro e grita para ser ouvida. Essa mulher precisa de proteção e darei meu coração para protegê-la daqui para frente, encontrei o que buscava. Pensou Halmung
Ele a levou para uma sala que possuía uma mesa e três cadeiras. Na mesa continha três xícaras e um bule fumegante, o aroma que saia dele era doce e parecia delicioso. Ainda havia uma travessa com bolos e tortas de vários tipos. Aquilo tudo uma fome que ela vinha sentindo à muito tempo, mesmo querendo sair devorando tudo, permaneceu apenas degustando com os olhos, a visita que veria parecia importante, ela poderia esperar mais um pouco.

E esse tempo passou mais lento que ela imaginava. Pensou várias vezes como seria irmão de Halmung. Lembrou da infância quando seu pai contava histórias dos Senhores do Mundo, e de como seus irmãos sempre eram o oposto do outro. O perfeito precisa ter o imperfeito, dizia ele. E como sua imaginação sempre foi fértil para essas coisas, acreditava que a pessoa que ia aparecer naquela noite era completamente diferente do homem que a contemplava naquele momento. Até que ele ouve uma canção, que começou baixinho e foi aumentando com a pessoa que a entoava. Falava de formigas que fugiam da chuva que vinha do norte. Até que ficou bem alto que podia jurar que todos os seres mundo estavam ouvindo. E a na porta ouviu-se três batidas...


Parte III - As Raças

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O Segundo Povo - Homens


Muitos milhares de anos depois do despertar do Elfos, junto com o primeiro nascer do Sol, a raça dos Homens despertou em Hildórien, no leste de Arda. No idioma dos Eldar de Valinor o nome deles era Atani, o Segundo Povo, mas essa denominação posteriormente passou a se aplicar apenas às Três Casas dos Amigos-dos-Elfos, que migraram para Beleriand durante as guerras entre os Noldor e Melkor. O povo élfico mais comunentes os chamava de Fírimar, os Mortais.

O nome é apropriado, pois a marca dos humanos era exatamente a mortalidade, ao contrário dos Elfos, eles estavam sujeitos à doença e à morte depois de um breve tempo em Arda, e seu conhecimento e habilidade só cresciam a duras penas. Os Eldar acreditavam que a morte era o presente de Ilúvatar, aos Homens, e que o destino deles estava além dos Círculos do Mundo.

Conta-se que os Homens vieram ao mundo quando Melkor, retornara à Terra-média. O Vala malévolo, de acordo com as lendas sombrias dessa época, teria partido em pessoa para Hildórien ao saber da vinda dos Atani, e lá, lentamente, ele os enganou e corrompeu, tornando-os escravos de sua vontade. Nem todos, porém, se deixaram subjugar, alguns deles ouviram dos Elfos o rumor de que havia Luz no Oeste e escaparam na direção do poente até que, após mais de três séculos, chegaram a Beleriand. Lá eles travaram amizade com Finrod Felagund, príncipe Noldor e senhor de Nargothrond, que os instruiu com a sabedoria élfica e fez deles aliados fiéis contra a ameaça de Morgoth. O primeiro humano a encontrar Finrod foi Bëor,o Velho, ele e sua família permaneceram para sempre fiéis à Casa de Finarfin, da qual provinha Finrod.

As Três Casas dos Edain – Os humanos que chegaram a Beleriand já estavam divididos em três povos, que receberam o nome coletivo em sinadarin de Edain.

A Casa de Bëor, liderado pelo chefe de mesmo nome, era formada por pessoas de cabelos escuros e olhos cinzentos, sérios, habilidosos, inteligentes e compassivos. Eles se instalaram no norte de Beleriand, na região de Ladros, e serviram aos senhores élficos da Casa de Finarfin.

A Casa de Hador tomou seu nome de Hador Cabeça Dourada, que jurou fidelidade a Fingolfin, o maior dos reis élficos (Só perde em carisma para Fëanor, como um dos meus personagens favoritos, esse é dez!). Louros e de olhos azuis, altos, incansáveis e espirituosos, eles formavam o maior povo dos Edain e habitavam o extremo noroeste da Terra-média, no país de Dor-lómin.

A Casa de Haleth era a única a ser liderada por uma mulher, a caçadora Haleth, uma guerreira indomável que morreu solteira, deixando o comando a seu irmão Haldan. Eles eram semelhantes ao povo de Bëor, mas mais lacônicos e solitários, habitando a grande floresta de Brethil.

Depois de muitos anos de prosperidade, os Eldar e os Edain começaram a declinar sob os golpes do Senhor do Escuro. Derrotados em batalha, eles foram forçados a aceitar a ajuda dos Orientais, homens recém-chegados do Leste que estavam secretamente aliados a Morgoth. Embora reunissem um enorme exército aliado, Elfos e Homens foram derrotados na Batalha das Lágrimas Incontáveis graças à traição dos Orientais.

Foi graças à união de Tuor (VEJA TUOR), da Casa de Hador, com Idril, princesa dos Noldor, que as duas Gentes foram salvas: deles nasceu Eärendil, que conseguiu atravessar o Grande Mar para pedir o perdão e o auxílio dos Valar. Morgoth foi derrotado e os Edain remanescentes fundaram o reino de Númenor (VEJA NÚMENOR) , na ilha de Andor (“a dádiva”), dada a eles como recompensa pela luta contra o inimigo.

Os Homens do Mar – Com o auxilio dos Valar, o reino insular de Númenor, governado pela dinastia de Elros (filho de Eärendil) se tornou uma grande potência. Seus marinheiros singravam todos os mares de Arda, e os Dúnedain, nome de seu povo, viviam centenas de anos em paz e prosperidade.

Mas a própria longevidade dos numemorianos foi sua queda. Eles passaram a ansiar por vidas cada vez mais longas e pela própria imortalidade, que por direito só pertencia aos Elfos. As embaixadas dos Valar nada adiantaram, os reis de Númenor e a maior parte de seus súditos renegaram o Oeste e passaram a levar uma vida sedenta de riquezas e poder.

Isso continuou até o reinado de Ar-Pharazôn, que decidiu invadir a Terra-média e destruir Sauron, o grande adversário de Númenor pela supremacia nas Terras Mortais. O tiro, porém, saiu pela culatra: Sauron convenceu o próprio Ar-Pharazôn a levá-lo para Númemeor como refém, mas o chegar lá sua retórica e seu poder fizeram dele o principal conselheiro do rei em pouco tempo. Pharazôn, instigado por seu antigo inimigo, erigiu um templo a Morgoth e decidiu atacar Valinor (Forçou a barra, ein Pharazôn!?) e roubar dos Valar a imortalidade. O resultado foi um completo desastre: Ilúvatar destruiu Númenor e o poderio dos Dúnedain desapareceu para sempre – ou quase. Quem conhece um pouco das lendas de Atlântida irá percerber que essa história lembra muito a destruição do continente lendário que foi tragado pelo o Mar como um alerta que nenhum Homem pode-se comparar aos Deuses. Tolkien nunca negou que se baseou em Atlântida para criar Númenor.

Os Reinos no Exílio – Da destruição de Númenor se salvaram nove barcos, liderados por Elendil, um descendente de Elros que permaneceu fiel aos Valar, e seus filhos Isildur e Anárion. Na Terra-média, eles fundaram Arnor e Gondor, os Reinos no Exílio e derrotaram Sauron aliados ao rei élfico Gil-galad no fim da Segunda Era. Contudo, Isildur decidiu manter o Um Anel consigo, o que evitou que o terrível artefato fosse destruído e levou à sua morte de Isildur e ao retorno de Sauron na Terceira Era.

Pouco a pouco, Arnor e Gondor entraram em declínio, sofrendo cada vez mais com o retorno do Senhor do Escuro. O reino de Arnor acabou desaparecendo, mas os herdeiros de seus reis, descendentes de Isildur, continuaram a enfrentar o mal de maneira secreta em Eriador. Em Gondor, a linhagem secreta de Anárion permaneceu, mas os Regentes continuavam a se opor a Mordor da melhor forma possível. Os Homens selvagens de Rhûn e Harad, aliados de Sauron, minavam cada vez mais Gondor, até que veio o ataque decisivo do Inimigo.

A história de O Senhor dos Anéis, que é a conclusão da grande mitologia tolkieniana, revela esse último grande estágio de luta e Elfos contra Sauron.

Bem, pessoal, vou dar um tempo com o Mestre Tolkien e voltar com outros textos, contos e resenhas. Mas, não se preocupem, porque ainda não acabou os relatos do Mestre Tolkien.

Sr. Pikachu Sama

Parte III - As Raças

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Anões – Os Artífices de Arda

Da história dos Anões existem poucos registros seguros, uma vez que essa raça prezava de maneira especial a privacidade e o segredo que envolvia suas vidas e seu insuperável trabalho artesanal. A única lenda sobre a origem do de Thorin e Gimli a sobreviver até nossos dias é a de origem élfica, mas oferece explicações interessantes sobre as motivações e os interesses desse povo misterioso.

Essa lenda conta que, nas profundezas do Tempo, apenas os Valar e os Maiar habitavam Arda, preparando o Pequeno Reino para a vinda dos filhos de Eru, Elfos e Homens, previstos desde a criação do mundo. E um dos Poderes estava especialmente impaciente com a demora da chegada dos Eruhíni: era Aulë, o ferreiro e artífice dos Valar, um espírito inquieto e generoso, sempre ávido para trazer novas coisas ao mundo e ensinar seus grandes conhecimentos a todos.
Baseado na tênue memória que tinha dos Filhos de Ilúvatar a partir da Grande Canção, Aulë criou os Sete Pais dos Anões num grande salão sob as montanhas da Terra-média; fez também as Seis Mães desse povo, deixando um dos Pais – Durin, o mais velho – sozinho. Aulë começou a instruir os Anões, ensinando-lhes a língua que criara para eles e que permaneceria praticamente imutável por todas as longas eras de Arda. Mas Ilúvatar, embora Aulë não tivesse pedido seu conselho, sabia das ações dos Vala, e se dirigiu a ele mostrando que, sem a Chama Imperecível que o Criador havia dado a Elfos e Homens, eles seriam meras marionetes da vontade de Aulë.

Envergonhado por sua falta, Aulë se dispôs a destruir suas criações, erguendo seu martelo, mas começou a chorar ( Na Artigo do “O Silmarillion” coloquei uma foto desta cena ). Ilúvatar apiedou-se dele e, naquele mesmo momento, os Anões se moveram por vontade própria e imploraram misericórdia. Ilúvatar havia dado a eles a Chama Imperecível e eles foram aceitos entre seus Filhos, com uma condição: voltariam a dormir sob a rocha até a hora em que os Elfos, os verdadeiros Primogênitos, despertassem.
Embora desde os princípios divididos em sete povos, pouco se sabe sobre os Anões além de que se conhece a respeito do povo de Durin, o maior dos líderes dessa raça e líder do povo anão que mais se envolveu na história de Elfos e Homens. Em geral, eles eram baixos (cerca de 1,40m), atarracados, dotados de força e resistência incomuns. Suas paixões eram a rocha, as pedras e os metais preciosos, e tudo o que fosse possível criar de belo e útil com esses materiais. Teimosos, voluntariosos, suas memórias guardavam qualquer ofensa ou favor e ninguém era capaz de dominar suas mentes para o bem ou para o mal. Desde o princípio, houve pouca amizade entre eles e os Elfos e, com as tragédias dos Dias Antigos, a relação entre os dois povos piorou. Viviam muito, bem mais que os Homens (por volta de 250 Anos), mas eram mortais. Eles nasciam com suas barbas e suas mulheres também as tinha, uma coisa que no meu ponto de vista, Tolkien poderia ter feito essa parte mais romantizada e não bruta como ficou. Por isso, havia grande discussão entre os povos de Arda contra os Anões, como homem e mulher possuíam barbas, era quase impossível saber quem era quem. De qualquer forma, eles protegiam suas mulheres ferozmente, uma vez que elas eram poucas – cerca de um terço do número de homens – e delas dependiam a sobrevivência da raça.

Em Beleriand

Como a maioria dos povos de Arda, também os Anões lutaram e sofreram na Terra de Beleriand durante a Primeira Era, as cidades de Nogrod (Habitação Oca) e Belegost (Grande Fortaleza), escavadas nas Montanhas Azuis, se tornaram poderosas e renomadas entre Elfos e Homens. Durante a Batalha das Lágrimas Incontáveis, os Anões ganharam renome ao enfrentar os grandes dragões de Angband, liderados por Glaurung, o Dourado, e seu líder Azaghâl de Belegost forçou a serpente de fogo a deixar o campo da batalha, embora fosse morto por ela.

Graças à cobiça dos Anões e à maldição que jazia sobre as Silmarils (estou colocando o nome em inglês, mas é apenas um capricho meu, pois nome deveria ser: Silmarilli), por causa disso, uma grande inimizade surgiu entre eles e Elfos, e o grande Reino Élfico de Doriath foi extremamente enfraquecido pela guerra entre os dois povos. Depois da derrota de Morgoth, apenas em Khazad-dûm (Moria), bem a leste de Beleriand, foi possível o estabelecimento de um intercambio frutífero entre Elfos e Anões, graças à sabedoria dos reis da linhagem de Durin e de seus povos, os Barbas-longas. Contudo, o poder de Sauron não poderia consentir em aliança tão perigosa a seus interesses, e ele atacou ambos os povos até que eles ficassem praticamente isolados. Mesmo assim, o rei Durin IV enviou tropas para ajudar as forças de Gil-galad e Elendil na Última Aliança.

A Terceira Era

Com a aparente derrota definitiva de Sauron, tudo parecia estar voltando ao normal para o povo de Durin, Moria prosperava e havia paz na Terra-média. Contudo, quase dois milênios depois da vitória da Última Aliança, um mal terrível despertou em Khazad-dûm: era o Balrog, um demônio dos Dias Antigos que voltava a aterrorizar os Anões. Com seu rei e príncipes mortos pela criatura, os Barbas-longas tiveram que deixar seu reino ancestral, fundando domínios em muitas montanhas do norte da Terra-média.
Dessa vez, porém, o grande inimigo deles eram os Dragões que haviam se multiplicado no Norte. As serpentes de fogo conseguiram destruir, um a um, quase todos os reinos dos anões, forçando o herdeiro da linhagem de Durin, Thorin Escudo de Carvalho, a vagar no exílio, pensando em com se vingar das terríveis criaturas ou em como recuperar um dos Sete Anéis dos Anões, que fizera parte da herança de sua família. Foi então que, seguindo o conselho do Gandalf, o Cinzeto, Thorin resolveu convocar o pacato Hobbit Bilbo Bolseiro para ajudá-lo – e a história da Terra-média mudou para sempre, como se pode ver em “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. No fim das contas, as ações do povo de Durin acabaram sendo determinantes para dar mais fôlego às forças do Bem na Terra-média, que se preparavam para o confronto decisivo com Sauron, o Senhor do Escuro.

Gimli

Gimli foi um intrépido e leal Anão. Seu pai Glóin foi um dos companheiros de Bilbo Bolseiro em sua jornada à Montanha Solitária, e Gimli foi um membro da Sociedade que acompanhou Frodo em sua missão para destruir o Um Anel. Gimli superou sua desconfiança para com os elfos conforme aumentava sua admiração por Galadriel, e formou uma duradoura amizade com Legolas, ganhando dele o nome de Amigo-dos-Elfos.

Gimli nasceu em 2879. Seu pai Glóin pertencia à linhagem de Durin; o nome de sua mãe não é conhecido. Em sua juventude, Gimli viveu nas Montanhas Azuis a oeste de Eriador. Após os anões recuperarem a Montanha Solitária em 2941, Glóin mudou sua família para lá e tornou-se próspero.

Por volta de 3017, um mensageiro veio à Montanha Solitária vindo de Mordor, procurando notícias de Bilbo e do Anel que ele encontrara. Glóin e Gimli foram enviados para Valfenda para avisar Bilbo e procurar conselhos com Elrond. Eles chegaram à Valfenda em Outubro de 3018 e no dia 25 eles compareceram ao Conselho de Elrond. No Conselho foi decidido que o Anel precisaria ser levado para mordor e destruído, e Frodo Bolseiro se ofereceu para a missão. Gimli foi escolhido para ser o representante dos Anões na Sociedade do Anel.